Homenagem a heróis motociclistas nesse Dia dos Pais

Alguns pais são a materialização do que entendemos como heróis reais, graças ao seu empenho na busca por prover condições de mais conforto, saúde ou segurança aos filhos. É o caso dos incansáveis Írio de Lima e Nereu Sista, cujas histórias selecionamos para homenagear a todos nesse Dia dos Pais, celebrado domingo, 11 de agosto.

Os dois têm filhos com deficiências físicas e enfrentam as próprias dificuldades para garantir as melhores condições de vida aos jovens Lucas e Felipe, respectivamente. No campo das adversidades, rolam desde o preconceito até a escassez financeira, mas não há limitações motoras capazes de frear o sentimento que estes dois paranaenses nutrem pelos garotos.

Dia dos Pais. Para uma justa homenagem conheça pais heróis, representados por Nereu (foto) e Írio. Um faz de tudo para ver o filho se divertir (inclusive construir esse 4x4) e o outro foi até a Tailândia em busca de tratamento para seu pequeno

Dia dos Pais. Para uma justa homenagem conheça pais heróis, representados por Nereu (foto) e Írio. Um faz de tudo para ver o filho se divertir (inclusive construir esse 4×4) e o outro foi até a Tailândia em busca de tratamento para seu pequeno

Homenagem ao Dia dos Pais – heróis reais

Incansável no sonho de ver o filho pilotando motos

De 14 anos para cá, a vida de Írio passa inevitavelmente por clínicas e hospitais. Devido a uma série de erros médicos, seu único filho, Lucas, possui deficiência cerebral e uma luxação no quadril que o impede de caminhar. Mas o garoto tem um sonho: voltar a andar e passar a pilotar motos, desejo que é combustível diário de Írio no tratamento do rapaz.

Írio é incansável no sonho de ver Lucas caminhando e pilotando uma motocicleta. Inclusive, criou uma campanha de fundos e levou o garoto à Ásia - conheça a Ajude o Lucas a Andar

Írio é incansável no sonho de ver Lucas caminhando e pilotando uma motocicleta. Inclusive, criou uma campanha de fundos e levou o garoto à Ásia – conheça a Ajude o Lucas a Andar

Para financiar o tratamento, Írio e a esposa Lúcia enfrentaram vários desafios. Abriram mão de seu terreno e trocaram a pequena cidade onde moravam por Curitiba, mudaram de emprego (hoje vendem sorvete expresso para ter flexibilidade de horários e acompanhar os procedimentos médicos), foram até a Tailândia para participar de uma intervenção com células tronco.

Mas a família é humilde. Criaram uma campanha online para viabilizar o tratamento na Ásia (que custou aproximadamente R$ 150 mil) e, ao retornar para o Brasil, precisaram encarar a mudança no plano de saúde, tirando mais de R$ 15 mil do orçamento nos últimos meses. (Os pais mantém uma campanha permanente, a Ajude o Lucas a Andar. Saiba como participar ao final do texto.)

Mas, diante de tantas adversidades, o que significa a paternidade? Írio responde. “Até agora fiz tudo o que esteve ao meu alcance e vou continuar fazendo, porque eu acho que no final, vendo as melhoras do Lucas, tudo é muito gratificante. Para mim, ser pai se resume em uma palavra: perseverança”, enfatiza.

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Pai parceiro para todas as horas – inclusive na lama

Nereu tem dois filhos e o mais velho, Felipe, teve paralisia cerebral devido a insuficiente oxigenação ao nascer. Hoje, com 23 anos, não coordena os movimentos das pernas e do braço esquerdo, mas com o membro direito e o apoio da família encontra formas de se divertir e derruba suas adversidades – literalmente.

“Ele tem vários títulos na bocha adaptada e, inclusive, foi campeão na Paraolimpíadas Escolares em São Paulo”, comenta Nereu, orgulhoso, sobre o esporte que o filho pratica três vezes por semana. Na modalidade, Felipe ainda possui outros títulos, incluindo um dos Jogos Paradesportivos do Paraná (Parajap) e o tetracampeonato dos Jogos Escolares do Paraná.

Além da bocha, o pai também o incentiva em atividades ao ar livre, relacionadas ao off road, desde pequeno. Por isso, adaptou um quadriciclo de 150 cilindradas para o filho e, ainda insatisfeito, construiu sozinho uma espécie de jipe 4×4, para participar de trilhas e eventos. O trabalho levou dez anos. “Eu mexia quando podia, depois do emprego, aos finais de semana. Minha motivação é imaginar o Felipe se divertindo com mais conforto e segurança. Estamos na fase de testes, mas ele já está muito animado”, enfatiza.

Para ver o filho se divertir com conforto e segurança, Nereu construiu um 4x4 com motor de moto, diferencial de Chevette e outras adaptações. O trabalho levou 10 anos

Para ver o filho se divertir com conforto e segurança, Nereu construiu um 4×4 com motor de moto, diferencial de Chevette e outras adaptações. O trabalho levou 10 anos

E é justamente motivado pelo constante desejo de proporcionar sempre seu melhor que há coisas que o motorista não consegue entender. “Vejo que alguns pais de filhos especiais não dão o devido valor a eles. Mas está no nome, eles são especiais. É um prazer incentivar eles em tudo o que lhes causa bem”, afirma.

Participe da Campanha Ajude o Lucas a Andar

Se a história de Lucas,  o menino aspirante a piloto, lhe tocou, ajude-o! A campanha Ajude o Lucas a Andar é permanente e recebe doações voluntárias de qualquer valor. É possível contribuir através da internet (https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-o-lucas-a-andar/) ou de depósitos bancários nas contas abaixo:

ITAÚ (CP)
AG 7384.25839-3/500
Lucas Huk de Lima
CPF 07242052920

CAIXA Econômica (CP)
AG 0407.013.84526-9
Irio Cardoso de Lima
CPF 91930014953

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