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Suzuki 100 anos: da tecelagem à Hayabusa

A Suzuki Motor Corporation comemorou seu centenário neste mês e, claro, não podíamos deixar passar em branco essa marca incrível de uma das principais fabricantes de motos do mundo. Por isso, relembramos aqui os principais episódios da marca ao longo destes 100 anos, da máquina de tear até a Hayabusa, do carro que nunca foi vendido até ao título no Mundial de Motovelocidade com kevin Schwantz.

Tear Suzuki, tudo começou aqui...

Tear Suzuki, tudo começou aqui…

Atualmente listada como a terceira maior fabricante de veículos do Japão, a trajetória da Suzuki inicia em 15 de março de 1920, data de fundação da empresa por Michio Suzuki. Famosa mundialmente pelas motocicletas, nem todos imaginam que tudo começou com a Suzuki Loom Works, uma a fábrica de teares localizada na pequena vila costeira japonesa de Hamamatsu.

Nos primeiros 30 anos da companhia, Suzuki focou no desenvolvimento e produção de máquinas de tecer. Com um equipamento avançado e inovador para a época, a empresa sobreviveu aos conflitos e crises da Segunda Guerra Mundial e também ao pós-guerra.

A Hayabusa é um dos principais símbolos da linha de motos da Suzuki. Lançada em 1999 (e em produção até hoje), ostentava o título de 'moto mais rápida do mundo' ao atingir 312 km/h

A Hayabusa é um dos principais símbolos da linha de motos da Suzuki. Lançada em 1999 (e em produção até hoje), ostentava o título de ‘moto mais rápida do mundo’ ao atingir 312 km/h

Colapso global 

Apesar do sucesso de seus teares, Suzuki acreditava que a empresa se beneficiaria da diversificação das atividades e começou a procurar outros produtos. A partir de 1937, a fabricante construiu vários protótipos de carros compactos com motores de quatro cilindros e 13 cv. Entretanto, os veículos nunca entraram em produção, pois o governo japonês os considerou “mercadoria não essencial” durante os conflitos.

Foi somente em 1951, depois de um colapso mundial no mercado de algodão, que os teares tiveram que abrir espaço para um novo empreendimento. Já aos 64 anos, Michio Suzuki precisava reinventar seu negócio e, ao mesmo tempo, o Japão do pós-Guerra precisava de meios de transporte de baixo custo. Destas necessidades nasceu a primeira a bicicleta motorizada, a Power Free, de 36 cc.

A bicicleta motorizada Power Free foi a pedra fundamental da Suzuki motos

A bicicleta motorizada Power Free foi a pedra fundamental da Suzuki motos

Suzuki Motor Co., Ltd

A Power Free foi tão inventiva que o governo japonês investiu capital para que Michio investisse em pesquisas sobre a engenharia das motocicletas. A era da companhia de tecelagem chegou ao fim e agora surgia a Suzuki Motor Co., Ltd.

A primeira motocicleta foi criada em 1954. Coube a Colleda, com motor de 125 cc e 4 cilindros, estrear a linha de produção da marca. O modelo também participou de testes e corridas locais, muito competitivas graças as mais de 200 empresas que estavam fabricando motos no Japão no final da década de 50.

Contra as adversidades todas as apostas floresceram e em 1955 o Suzulight estreou no mercado de carros compactos, marcando o início no setor automotivo. Entretanto, o DNA da Suzuki de esportividade e competição ganhou ênfase após a vitória na classe 50 cc, da aclamada corrida mundial na Ilha de Man, em 1963.

Algumas de suas motos icônicas 

T 20 – X6 Hustler 

Em 1965 a Suzuki lançou a T 20, votada diretamente ao mercado norte americano onde era conhecida como X6 Hustler. O conjunto com motor dois tempos atingia potência máxima de 29 cv a 7.500 rpm, chegando aos 145 km/h. Além disso, foi a primeira moto com seis marchas da companhia.

T 500

A Suzuki dobrou o tamanho dos motores para 500 cilindradas em 1968, apresentando os maiores dois tempos em modelos de produção da época. Equipando as T 500, o conjunto com propulsor de dois cilindros paralelos e refrigerado a ar desenvolvia 47 cv a 7.000 rpm e torque de 5,7 kgf.m a 6.000 rpm. A velocidade máxima chegava aos 170 km/h.

Geração GS

GS 750

Representando uma nova geração de supermotos, em 1976 a marca apresentou a GS 750. Foi o prenúncio das esportivas modernas, com a sigla GS denominando o primeiro quatro tempos da empresa, que gerava 72 cv a 8.5000 rpm e torque de 6.1 kgf.m. Com esta configuração, a tetracilíndrica alcançava os 210 km/h.

GSX R 750

Seis anos depois, em 1982, os engenheiros iniciaram o trabalho que causou uma revolução no setor. Em 1985 a Suzuki apresentou a GSX R 750, nascida para as pistas, que elevou o nível deste nicho no mercado graças ao seu desempenho, carenagens, quadro de alumínio e freios poderosos.

Expostas lado a lado, GSX-R 750 1985 e GSX-R 750R 1989

Expostas lado a lado, GSX-R 750 1985 e GSX-R 750R 1989

Na versão de pista ela rendia 130 cv, já no modelo de produção eram 106 cv a 10.500 rpm e torque máximo de 7.4 kgf.m a 10.000 rpm. Logo no ano de lançamento o modelo venceu em Le Mans. Mas foi com o triunfo de 1988 em Daytona, com a lenda texana Kevin Schwantz sobre a moto, que a Suzuki mostrou aos americanos todo o seu poderio.

Campeã da MotoGP

Já que falamos em Schwantz, vamos abrir aqui um parênteses sobre as conquistas da marca no Mundial de Motovelocidade – hoje, MotoGP. Ao todo, foram 15 títulos individuais, conquistados nas 50 cc (1962, 1963, 1964, 1966, 1967 e 1968), 125 cc (1963, 1965, 1970) e 500 cc (1976, 1977, 1981, 1982, 1993 e 2000). Kevin faturou seu título em 1993, mesmo ano em que o brasileiro Alex Barros estreou na equipe e faturou sua primeira vitória na categoria principal da competição.

GSX R 1000

Depois da GSX R 600 entrar no mercado nos anos 90, a Suzuki mais uma vez elevou o tom nas pistas e em 2001 lançou a GSX R 1000. Equipada com motor de 998 cilindradas, eram 160 cv de potência. Com ela foram conquistados oito títulos do superbike americano, entre 2000 e 2008. Sua potência na versão de rua era 185 cv a 12.000 rpm e 11 kgf.m a 10.000 rpm.

GSX R 1000 despontou como ponto máximo da marca

Suzuki no Brasil

A Suzuki chegou ao nosso país oficialmente em 1992, sem representação própria. Desde então até hoje, ela é representada pela J Toledo Motos do Brasil, uma empresa 100% nacional e que detém o direito na fabricação e comercialização das motos no território nacional. Toda a linha de fabricação e montagem está instalada no polo industrial de Manaus, passando pela supervisão e treinamento de engenheiros especializados da Suzuki Motor Corporation.

Diferente de outras marcas, a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) não possui detalhes sobre os números de produção da Suzuki em todos seus anos. Apesar disso, de acordo com a entidade 264.713 motos em 11 anos, de 2009 a 2019.

Atualmente, a marca reestruturou sua operação no Brasil, passando (ainda que não oficialmente) para as também asiáticas Kymco e Haojue a missão de atender nichos específicos, como scooter de 125 a 300 cilindradas, CUB e street, de 150 e 160 cm³. Destaque aqui para a HaoJue Chopper Road 150, que substitui a bem-sucedida Suzuki Intruder 125, vendida de 2002 a 2016.

Desta forma, o lineup da Suzuki é composto por 11 modelos. Nas bigtrail, há as V-Strom 650 e 1000; enquanto nas naked estão as GSX-S 750 e GSX-S 1000A. A gama de esportivas, tradicionalmente volumosa, é representada por GSX-R 1000A, GSX-S 1000F e Hayabusa. Por fim, há a custom Boulevard M1800R e o maxiscooter Burgman 650 Executive. Veja os preços no site oficial da marca.

Número de motos produzidas pela Suzuki no Brasil

Ano

Número de motos produzidas

Modelos (e variações) em produção

2019 3.480 15
2018 4.814 20
2017 3.916 16
2016 7.641 14
2015 21.965 34
2014 9.434 28
2013 24.213 31
2012 23.120 24
2011 27.744
2010 55.637
2009 82.749
TOTAL 264.713

Dados fornecidos pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), que não disponibiliza informações de 2008 e anos anteriores, bem como não especifica quais modelos eram produzidos no Brasil de 2009 a 2011.

Atualmente, a nível mundial o empreendimento que começou como uma fábrica de teares se transformou em um conglomerado que abrange 35 locais de produção em 23 países, com uma rede de 133 distribuidores em 192 nações. Nada mal para o grande legado de Michio Suzuki.

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