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  /  fique ligado!   /  Como ‘dançar’ nas curvas de moto e scooter [video]

Como ‘dançar’ nas curvas de moto e scooter [video]

Você domina mais forró ou valsa? Pode não parecer, mas essa é uma questão pertinente do assunto de hoje. Aqui está o quarto episódio da série 5 Segredos das Curvas, que ensina técnicas de pilotagem defensiva para aplicar em sua moto, seja ela um scooter ou representante de qualquer outro estilo.

 

Assim, a dica aqui é: dance no ritmo das curvas. Entretanto, antes de começar preciso fazer uma observação. Na Série falamos estritamente de pilotagem defensiva, em uso estradeiro e urbano, onde usamos nossas motos dentro de velocidades permitidas e seguras. Ou seja, deslocamento do corpo para fora da moto, joelhos ou cotovelos raspando no chão, pêndulo ou outros movimentos corporais – todos necessários em altas velocidades -, neste artigo, esquece!

Quarto segredo das curvas! Hora de aprender sobre a posição do corpo sobre a moto - Foto: Geórgia Zuliani

Quarto segredo das curvas! Hora de aprender sobre a posição do corpo sobre a moto – Foto: Geórgia Zuliani

Dicas para fazer curvas de moto e scooter: hora de dançar

Em minhas palestras incentivo os participantes a dançar comigo, ops, com a moto. Nesta dancinha das curvas, como muitos alunos carinhosamente denominam, chamo a atenção em dois principais movimentos corporais do piloto: corpo inclinando no mesmo ângulo da moto em curvas abertas de médias e altas velocidades e corpo reto, com menos inclinação do que a moto em curvas fechadas de baixa velocidade ou, ainda, desvios repentinos.

A galera se divertindo (e aprendendo) em um dos cursos, aquecendo na dança para depois subir nas motos - Foto: Geórgia Zuliani

A galera se divertindo (e aprendendo) em um dos cursos, aquecendo na dança para depois subir nas motos – Foto: Geórgia Zuliani

Forró ou Valsa?

Em alguns cursos de pilotagem defensiva já ouvi que ‘o correto para contornar uma curva com segurança é encostar as pernas no tanque e movimentar o corpo conforme a velocidade de entrada, cabeça e saída da curva’. Mas e no caso das scooter, que o tanque não fica próximo das pernas? Pensando em casos assim preferi ser mais lúdico e adotar uma analogia com ritmos que todos já ouviram falar: forró e valsa.

Forró: curvas fechadas e de baixa velocidade

O forró acontece com o corpo reto e a moto inclinada. Desse modo, aqui o movimento está em mexer mais o
quadril e o resto do corpo vem depois, de forma harmoniosa. Assim, caso necessite desviar de um espelho retrovisor, de um buraco ou uma fechada de algum veículo, o piloto deve deixar o corpo reto “empurrando com o quadril” a moto para inclinação.

Este é o forró: moto mais inclinada que o piloto, geralmente utilizado em curvas de baixa velocidade

Este é o forró: moto mais inclinada que o piloto, geralmente utilizado em curvas de baixa velocidade

Para decorar esse passo de dança (e a posição corporal a manter sobre a moto) tenha em mente a imagem de um piloto de motocross fazendo curvas. Moto lá embaixo, bem inclinada, com corpo ‘quase’ a 90 graus. Pensou? Lembre dela.

Entretanto, uma observação antes de seguirmos com nossas dicas para fazer curvas de moto e scooter. Na verdade, não é o quadril que empurra a moto para a inclinação, mas a mudança de posição corporal incentiva flexionar os braços e, consequentemente, esterçar o guidão, mesmo que este esterçamento seja muito sutil. Veremos esse tipo
de ação com mais detalhes no 5º segredo da curva: o contra esterço.

Não quero que você tenha a perícia do Fábio Santos (atual campeão Brasileiro de Motocross na MX2), mas atente para a posição da moto e do piloto. Moto mais inclinada que o motociclista: mudanças bruscas de direção

Não quero que você tenha a perícia do Fábio Santos (atual campeão Brasileiro de Motocross na MX2), mas atente para a posição da moto e do piloto. Moto mais inclinada que o motociclista: mudanças bruscas de direção

Valsa: curvas abertas de médias e altas velocidades

Valsa: moto e piloto no mesmo ângulo - Foto: Geórgia Zuliani

Valsa: moto e piloto no mesmo ângulo – Foto: Geórgia Zuliani

Já a valsa rola com o corpo inclinado junto com a moto. Quando esse ritmo musical surgiu na Áustria e Alemanha era considerada uma dança nobre, na qual o casal bailava com os corpos juntos, movimentando-se de forma conjunta. Já entendeu, né?

Assim, com o corpo inclinado junto da moto essa dança é indicada para contornar curvas abertas, com maiores velocidades, aproveitando a inércia, o torque nas reacelerações em saídas de curvas e a segurança que os pneus têm ao solo – o que foi assunto do nosso terceiro segredo.

Sempre lembrando: não é o corpo o principal agente para inclinar a moto, mas sim o movimento do guidão. O posicionamento corporal auxilia no esterçamento do guidão.

Um scooter e muitos ensinamentos. Repare no olhar do piloto, na posição do corpo e nos itens (como o escapamento) que podem limitar sua inclinação. Já falamos sobre tudo isso aqui ;) - Foto: Geórgia Zuliani

Um scooter e muitos ensinamentos. Repare no olhar do piloto, na posição do corpo e nos itens (como o escapamento) que podem limitar sua inclinação. Já falamos sobre tudo isso aqui 😉 – Foto: Geórgia Zuliani

O punta taco das motos

Simples, né? Aqui, trago outras dicas de exercícios que vão ajudar a realizar curvas fechadas com a moto sem tombá-la. Inclinar até o limite e não deixar a moto cair por falta da velocidade de rotação das rodas (efeito giroscópio) é uma tarefa que muitos suam em fazer. Assim, vejam o que eu chamo de “punta taco” das motos.

Motos com embreagem: deixe em uma marcha forte (a segunda marcha é a ideal) e com auxílio do freio traseiro e meia força na embreagem em conjunto com aceleração suficiente para que o motor não apague incline a moto e contorne a curva aproveitando a inércia. Assim, não deixará o motor morrer e evitará que a moto dê aqueles “socos” ao enviar a força do motor para a roda traseira. Cuidado! Não use o manete da embreagem até o final, pois se assim o fizer a moto perde força e o tombo será inevitável.

Scooter e outros modelos sem embreagem: use o freio traseiro com leves toques no manete acelerando ao mesmo tempo . Mas cuidado! É necessário muita coordenação motora para esta técnica. Frenar demasiadamente e não acelerar o suficiente não dará a força necessária para equilibrar a scooter.

A harmonia em equilibrar a força de frenagem com a reaceleração é o ponto chave para a sucesso desta técnica. Por este motivo, insisto que é extremamente necessário um curso de pilotagem específico para scooteristas.

Não seja um robô

Então, agora já sabemos como encarar curvas (de forma defensiva, claro), em diferentes situações. Entretanto, lembre-se: há situações em que precisamos de diferentes posicionamentos corporais para a mesma trajetória da curva.

Esteja preparado para fazer uma curva dentro da curva, como uma mudança brusca de trajetória ou desvio de um obstáculo - Foto: Luciana Armelline

Esteja preparado para fazer uma curva dentro da curva, como uma mudança brusca de trajetória ou desvio de um obstáculo – Foto: Luciana Armelline

Ou seja, não permaneça imutável. Esteja atento, concentrado e sempre em busca de pilotar da melhor forma naquela situação. Por exemplo: você está em uma rodovia no meio de uma longa curva e, de repente, surge um animal ou buraco na sua frente, lhe obrigando a fazer um desvio rápido. Em casos assim, a mudança do posicionamento do piloto se faz necessária.

Especialmente em curvas de baixa velocidade, lembre-se que esterçar o guidão é mais importante do que o movimento do corpo isolado - Foto: Geórgia Zuliani

Especialmente em curvas de baixa velocidade, lembre-se que esterçar o guidão é mais importante do que o movimento do corpo isolado – Foto: Geórgia Zuliani

Dica 5 para curvas de moto e scooter: contra esterço

Na próxima semana vamos falar sobre o último dos 5 segredos das curvas: o contra esterço. Até lá, sugiro que você lembre e pratique o que vemos até aqui, passos fundamentais para encararmos nossa lição conclusiva: as três partes da curva; olhar que atrai ou distrai?; os dois limites de inclinação; e, agora, dançando sobre a moto. Até a próxima!

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