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Curso de pilotar motos para surdos? Sim, é possível

Pouca gente sabe, mas cerca de 5% da população brasileira é composta por pessoas com deficiência auditiva. São mais de 10 milhões de pessoas (mais que a população de países como Israel, Áustria ou Paraguai, por exemplo) com défict no sentido, das quais 2,7 milhões têm quadros mais profundos, sem conseguir ouvir nada. Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Henrique é surdo (como ele prefer ser chamado) e tem no seu Citycom o adesivo que indica veículo conduzido por pessoa com deficiência auditiva

Curso de pilotar motos para pessoas com deficiência auditiva

O Código de Trânsito Brasileiro entende que o principal sentido exigido na condução de veículos é a visão e, portanto, não proíbe pessoas que não ouvem, com ou sem aparelhos auditivos, de guiar carros ou motos. Mas se elas podem rodar por ruas e estradas, por que não participar de um curso de pilotar motos?

Curso aconteceu em São Paulo, no final de fevereiro

Esta foi a pergunta que passou pela cabeça da equipe da Carlos Amaral & Zuliani Motorcycle Training quando procurada por Henrique Miranda, 35 anos, surdo – termo que ele prefere usar. Proprietário de uma Dafra Citycom, o paulista queria aperfeiçoar suas técnicas de pilotagem e buscava quem pudesse lhe ajudar na missão.

E foi assim que a Amaral & Zuliani recebeu seu primeiro aluno surdo, acompanhado pela amiga e intérprete de Libras Fernanda Leo. “Já tivemos vários motociclistas com algum tipo de deficiência, relacionada a falta de visão ou mobilidade, por exemplo, mas ele foi a primeira pessoa sem audição que nos procurou. No começo achamos que seria um desafio, que teríamos dificuldades, mas acabou sendo tudo muito tranquilo para todos”, comentou Geórgia Zuliani, que hoje comanda a empresa ao lado do filho Tiago, após o falecimento do marido, o instrutor – e parceiro do MotonlineCarlos Amaral.

Como foi o curso de pilotar motos

Henrique é metalúrgico e usa seu scooter para passeios de final de semana, para levar o filho à escola e para chegar ao trabalho. Começou a pilotar há três anos, a bordo de uma Kasinski Prima amarela, e queria aprimorar suas técnicas ao guidão e também seu senso de segurança. Por isso, optou pelo Curso de Pilotagem Defensiva, especial para a ciclística Scooter.

Para acompanhar a turma de 13 ouvintes, Henrique contou com o apoio da intérprete de Libras Fernanda – na foto, à direita

Ao lado da intérprete Fernanda, ele integrou uma turma de 14 alunos e recebeu instruções teóricas e práticas. “O curso foi muito proveitoso, agradeço ao pessoal da equipe pelo incrível trabalho que fazem”, comentou o paulistano. “Foi uma experiência sensacional. Ele acompanhou os demais alunos sem qualquer dificuldade e inclusive comentou sobre indicar outros amigos para as aulas”, complementa Geórgia.

Curso teve lições teóricas e práticas, integrando todos os alunos sem distinções

Só não vai buzinar, né?

Afinal, é seguro uma pessoa com defiência auditiva pilotar motos? Para Henrique e Geórgia, sim. “Na estrada nós usamos os cinco sentidos, incluindo a audição, tanto que recomendamos que pilotos não usem fones de ouvido. Porém, o Henrique tem os sentidos mais aguçados, sobretudo a visão, talvez numa reação do próprio corpo para preencher a lacuna deixada pela falta de audiçaõ ainda quando criança. É como se ele sentisse a vibração dos objetos que estão por perto”, explica a instrutora.

Com pouco mais de um ano de idade o hoje motociclista foi diagnosticado com uma má formação congênita que impossibilitou a comunicação entre ouvido e o cérebro

Desde o princípio família o incentivou a tirar ‘a carta’ para pilotar motos, inclusive a mãe, assim como para comprar o primeiro scooter e a sair por aí. Apesar de encarar ruas e estradas com facilidade, Henrique relata problemas com motociclistas que desconhecem (ou ignoram) o adesivo informativo na lateral da sua moto.

Henrique curtiu o curso e também é só elogios ao grupo dos motoqueiros SYM Citycom 300i, organizado pelo amigo Daniel Paes

“Peço por gentileza aos condutores em geral que respeitem os adesivos. Alguns são pouco conhecidos ainda, sendo assim, dificulta e causa sérios problemas no transito. Então, quando visualizarem o adesivo com o símbolo de Deficiente Auditivo e houver necessidade de comunicação, o condutor deve sinalizar usando farol alto ou piscando. Buzinar não adianta”, comenta.

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