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Honda CB 1000R Neo Sports Café: potência e conforto em harmonia

A Honda foi precursora das hypernaked quando lançou a CB 750 em 1969, a primeira motocicleta produzida em massa com um motor transversal de quatro cilindros em linha com comando de válvulas no cabeçote. Era um motor de quatro tempos refrigerado a ar com transmissão de cinco velocidades, o também inovador freio a disco dianteiro, uma partida elétrica e uma ergonomia vertical e confortável.

O segmento das motos naked continua forte e sem data de
validade para acabar, afinal a moto pura e simples como deve ser carrega apenas
o essencial e indubitavelmente o ditado menos é mais nunca foi tão apropriado e
mostra o quão prazeroso o simples pode ser, não só durante o passeio, mas
também aos olhos.

Honda CB 1000R Neo Sports Café: bela e potente (Renato Durães)

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As motos naked se caracterizam pela facilidade de condução, que tem como aliados a agilidade e a leveza ideais para o uso urbano, e ainda podem causar emoções sensacionais com arrancadas e acelerações brutais. Para o uso rodoviário, a ausência de proteção aerodinâmica pode cansar com poucas horas de viagem e o caráter agressivo e brutal de seus motores faz delas uma escolha difícil quando se usa a moto com frequência na estrada.

Honda CB 1000R Neo Sports Café: tanque grande permite deitar com facilidade (Renato Durães)

As naked herdam toda a tecnologia das pistas de corrida aplicada nas superesportivas e em alguns casos elas são tão radicais que já são chamadas de hypernaked, como a Ducati Street Fighter V4, a MV Agusta Brutale 1000, KTM 1290 Super Duke R e a Aprilia Tuono V4.

Honda CB 1000R Neo Sports Café: visual moderno com toque retrô (Renato Durães)

CB 1000R NSC chama a atenção, e a Honda acredita tanto nessa nova tendência New Sports Café  que na Europa já há quatro integrantes com diferentes motores – 125, 300, 650 e 1.000 cm³, fazendo alusão às antigas café racer. O design mescla linhas e componentes modernos como balança monobraço e iluminação toda por LED, com toque de nostalgia no farol redondo e no minimalismo de sua traseira. A ergonomia é boa e a posição de pilotagem é confortável, as pedaleiras são bastante recuadas, mas não chegam a causar cansaço excessivo nas pernas ou joelhos, o banco é bem estreito entre as pernas e facilita o encaixe e a pilotagem. Um dos maiores trunfos desta moto é a sensação de leveza com que você a conduz.

Honda CB 1000R Neo Sports Café: iluminação Full LED (Renato Durães)

A Honda CB 1000R Neo Sports Café segue como a rainha naked da marca da asa, equipada com um motor transversal de quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e refrigeração líquida. Derivado da superesportiva CBR 1000RR que antecede 2008, o motor de 998 cm³ da CB foi ajustado para maior aproveitamento e entrega de potência e torque em baixas e médias rotações, e sua transmissão de 6 velocidades com embreagem assistida é perfeitamente escalonada para aproveitar ao máximo a faixa mais utilizável. O gerenciamento eletrônico do motor da CB 1000R NSC inclui acelerador eletrônico com modos de pilotagem (Sport, Street, Rain e Usuário), que ajustam a resposta do acelerador, a frenagem do motor e o controle de tração. O ABS não pode ser desligado.

Honda CB 1000R Neo Sports Café: arrancadas realmente muito fortes (Renato Durães)

Rodando na cidade, o consumo médio da CB 1000R NSC fica na casa dos 14 km/l. No teste de estrada, fiz um passeio pela estrada dos romeiros para a sessão de fotos e o consumo da CB 1000R NSC ficou em 12 km/l. O tanque de combustível comporta 16,1 litros, sendo 3 litros de reserva.

Honda CB 1000R Neo Sports Café: também serve para passeios civilizados (Renato Durães)

O chassi de dupla trave agrega suspensões que fazem um excelente trabalho e copiam o asfalto com desenvoltura, aliando muito bem conforto e performance. O conjunto é composto por bengalas Showa BPS de 43 mm que são assimétricas (na esquerda compressão e retorno hidráulicos e na direita pré-carga de mola), e na traseira o monoamortecedor da mesma marca tem ajuste mais simples, somente na pré-carga da mola. O sistema de freios dianteiro conta com pinças radiais de quatro pistões e o traseiro uma pinça de pistão simples e eles dão conta do recado nas altas velocidades e uma pegada suave na pimeira mordida para rodar no trânsito.

Iluminação total LED e painel digital LCD invertido com computador de bordo fazem presença na categoria mais mundana e civilizada de “padrão esportivo”, sendo que, não há nada civilizado em motos com mais de 100 cavalos de potência na roda traseira, freios e suspensões de alta especificação, ABS e controle de tração padrão, mas o elevado prazer de pilotar com alta capacidade de gerenciamento que é o grande atrativo.

Honda CB 1000R Neo Sports Café: painel LCD invertido tem fácil visualização (Renato Durães)

Oferecida nas cores vermelha ou preta, com preço de R$ 61.510, a Honda CB 1000R NSC tem um funcionamento ultra liso e confortável, camuflado em um comportamento prá lá de esportivo, com os modos de pilotagem e a ótima suspensão, mas o visual neo retrô e o consumo de combustível alto limitam seu apelo geral.

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Honda CB 1000R Neo Sports Café: 141 cv de potência (Renato Durães)

A CB 1000R NSC é mansinha quando se anda na ponta do acelerador, mas para andar com a mão no fundo é preciso uma dose cavalar de coragem. Mas, afinal, não é por isso que pilotamos?

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